terça-feira, 30 de setembro de 2014

Vídeos Caculo Cabaça

                                           Comentários de J. Coelho da Cruz (Zeca)
Vídeos de encontros de Caculo Cabaça -  Viseu 2008


video 




O Património histórico do Kuanza Norte

Acervo histórico é muito rico mas corre risco de desaparecer 

por Manuel Fontoura, Ndalatando

A degradação património histórtico da província do Kwanza-Norte visível um pouco por todos os municípios, levou a direcção local da Cultura a uma reflexão sobre a situação, em saudação ao dia 18, dedicado mundialmente aos monumentos e sítios.
Até finais dos anos 90, Angola tinha 23 monumentos reconhecidos pelo Comité Internacional dos Monumentos e Sítios (Icomos), oito localizados no município de Cambambe (Kwanza-Norte).
Os mais conhecidos são a fortaleza de Massangano casario de Cambambe, igreja de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora da Vitória, ambas do século XVI. Ainda dessa época, destaque para as ruínas do Tribunal de Massangano.
No século XVIII há a Real Fábrica de Ferro de Nova Oeiras, onde se fabricaram os primeiros canhões para a tropa portuguesa, o Cruzeiro e o palacete “Casa dos Bentes”.
Este património está em ruínas.
Em Massangano, 40 quilómetros a Noroeste do Dondo, para prevenir tragédias foi proibido o culto na igreja de Nossa Senhora da Vitória.
Os palacetes “Leão” e “Casa dos Bentes”, na sede do município e a capela da Nossa Senhora do Rosário têm as paredes arruinadas e estão sem tectos. Há monumentos que sofreram alterações com a aplicação de materiais que lhe retiraram a originalidade.
Em Cambambe as autoridades solicitam políticas concretas de protecção e conservação dos monumentos.
Em reiteradas ocasiões. o Governo disse que a defesa e manutenção do acervo monumental é tarefa de todos os membros da sociedade e enquadra-se também dentro de parcerias com ONG, organismos estatais, empresários e outros.

Sítios históricos
O director provincial da Cultura do Kwanza-Norte, David João Buba, afirmou que para além de Cambambe, todos os municípios da província têm pelos menos um monumento ou sítio histórico que deviam ser conservados e valorizados.
O Kwanza-Norte é uma região do país com um importante acervo de monumentos e sítios históricos e só perde para Mbanza Congo.
David Buba identificou monumentos no Cazengo, como o Palácio D. Teles Carreira e a casa de passagem do Presidente Agostinho Neto, ambos localizados no Kilombo, cerca de sete quilómetros a Sudoeste de Ndalatando.
As ruínas do Tribunal no Zavula na região de Caculo Camuiza na Canhoca, Colónia de São João, são igualmente monumentos e sítios importantes.
Ainda no Cazengo encontramos as furnas do Zanga, a primeira casa que em 1942 serviu de escola primária.
David João Buba citou ainda a Casa Verde, na comuna da Cerca, Golungo Alto, e o grande fortim do Mussungo, antigo quartel colonial. No Golungo Alto, na comuna de Cambondo, existe a casa onde o poeta e nacionalista António Jacinto viveu na sua infância e juventude, para além das grandes casa construídas de pedra na Kipemba, a três quilómetros da vila de Cambondo.
No Kilombo dos Dembos (Ngonguembo), encontramos a granja portuguesa e o centro do Tumba. Na comuna de Camame, município de Ngonguembo (Kwanza-Norte), encontram-se grandes edifícios que estão igualmente na classe de monumentos e datam dos os séculos XVII e XVIII mas estão em ruinas.
Na região da Pamba, no Lucala, existe também o fortim que foi um dos presídios onde se instalou a administração de Ambaca, quando na altura o município se tornou distrito.
Foi em Ambaca que Paulo Dias de Novais foi feito prisioneiro quando ia combater contra as forças de Ngola Kiluange. “Só isso é um grande valor da resistência colonial. Paulo Dias de Novais foi solto numa troca de prisioneiros, vindo a perder a vida tempos depois em Massangano onde foi sepultado”, sublinhou o responsável da Cultura, David João Buba.
O director da Cultura, refere em Samba Cajú, o histórico cemitério de Cahenda, que data dos séculos XVII e XVIII.
“Devemos classificar também o rio Môngua, que tem água salgada.
Na comuna de Samba Lucala, ainda na municipalidade de Samba-Cajú, precisamente a na região de Dala Capanga, encontra-se o local onde em 1959 a população negra reivindicou as suas terras usurpadas pelas autoridades coloniais.
Em Caculo Cabaça (Banga) há três pedras gémeas onde se encontra o sinal de Ngola Kiluange e a primeira capela construída pela igreja católica.
De acordo com o director da Cultura, David João Buba, uma equipa de peritos da UNESCO deslocou-se recentemente a Ndalatando para uma reavaliação e levantamento dos monumentos e sítios históricas da província.

Uma missão de todos
Todos os angolanos devem participar activamente na defesa, preservação, valorização e divulgação do património histórico-cultural, colaborando com o Estado na manutenção da memória colectiva da nação.
Para comemorar o dia mundial dos sítios e monumentos, foi traçado um programa que inclui palestras sobre a importância dos monumentos e sítios históricos da província e momentos reflexão, valorização e visitais aos locais.
As palestras vão decorrer um pouco por toda a província e participam estudantes do Instituto Superior Pedagógico do Kwanza-Norte, alunos do ensino médio e funcionários públicos.
David Buba aplaude a ideia do Governo e reforça o pensamento segundo o qual “nenhum povo pode coexistir com outros povos e sobreviver sem memória de si próprio”. Reconhece que os sítios ajudam a compreender o ambiente natural.

 Do Jornal de Angola, Abril de 2010.
 Sublinhado nosso.

Convívio em Cascais (Setembro 2014)
Na sequência do casamento da Nela Cerqueira, na zona de Lisboa, muitos caculenses combinaram outro convívio, mais intimista, à volta de uma "funjada" com todos. Foi disponibilizado um restaurante em Cascais propiedade da família Russo, pela Fatinha. Com ingredientes trazidos propositadamente da "terra" foi um convívio de mata-saudades, descontraído e como sempre onde os planos para o futuro não faltaram!
Nela Cerqueira

...

os júniores, continuadores, não faltaram..

Rita Cerqueira e Fatinha Russo
Celita Rafael e filha

a concentração da Lola...
  
O charme do filho da Nela e Zeca...

Dª Argentina, sempre jovem...

oh! p'ra nós...

grupo mais alargado...

...

Olh' à moamba, de déndém!

Hum! aqueles doces devem ser bons... 
Pois é... já foi tudo!

E esse "cartuxa" onde está?

Hum! não sei se hei-de comer mais ou não ...

E estas, viram?

que bem se está entre amigos!

O Sr. Cardoso,  decano entre amigos...

Hora de afrouxar o cinto...

Oh! p'ra mim...

depois da moamba...venha a kitaba!



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CASAMENTO da NELA CERQUEIRA

(Pero Pinheiro- Portugal)
A festa foi até às tantas...
os noivos Nela e Zeca...
Lola, noivos e D. Linda...

Jorge, Dina e Beta...

padrinhos e noivos saudando...
Dina, Ana Maria ? Celita e Mizé... tchim,tchim
Camila, Júlia, Ângelo, Nela (noiva) Jorge e Beta...
Lola Cerqueira no meio das gémeas Rafael (Celita e Ana Maria)...
Jorge, Dina, Beta e Celita Rafael...

casal Isidro Chindondo+Lola cerqueira c/ sua filha. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

As últimas de 2014

Passados 2 anos desde o último encontro formal dos amigos de Caculo Cabaça, por circunstâncias várias não foram realizados outros, talvez por receio de não ser atingida a bitola do último encontro realizado em Viseu. Mas esta falha não faz com que os seus membros não cimentem a amizade e o convívio através de diversos meios, não vivessemos nós num mundo cada vez mais global eas tecnologias de comunicação cada vez mais vulgares. O casamento da Nela Cerqueira foi mais um daqueles momentos em que para além da celebração, alguns caculenses  presentes conviveram  e puseram as conversa em dia. O enlace aconteceu na região de Lisboa no passado mês de Agosto. Outros encontros tendo como motivação a gastronomia ou não, se tem realizado.
Outro acontecimento, este funesto e lamentável, mas que marcou a nossa comunidade foi o falecimento do nosso companheiro António Cardoso no passado mês de Junho, no IPO em Lisboa. Foi ele, um dos grandes mentores da continuidade das relações entre os caculenses na diáspora e que manteve a ligação desde sempre, entre vários caculenses principalmente servindo como elo de ligação entre Portugal e Angola. Foi com ele, sob o seu patrocínio e organização que se realizou a primeira viagem exploratória a Caculo Cabaça depois de efetivada a paz no país e são dele a maioria das fotografias e vídeos de Caculo Cabaça contemporâneo, incluidas neste nosso espaço.

Outro natural de Caculo foi de visita à terra natal, muito recentemente. O Carlos da Costa Soares com o grande incentivo do Cardoso ( já enfermo) e a preciosa ajuda e acompanhamento de seu sobrinho José Cardoso. As emoções foram fortes e os testemunhos fotográficos aqui estão.

domingo, 15 de julho de 2012

VI - ENCONTRO KAKULENSE (Viseu 2012)

Mais um encontro de caculenses. Muitos amigos e amigos de amigos participaram em mais este convívio, organizado soberbamente pelas manas Costa,  (Betinha e Milú), concerteza coadjuvadas pela sua bela e unida família. Foi um encontro memorial em Viseu, belo e fresco ambiente, onde o parazer das iguarias se cruazaram com a alegria de conviver com amigos de longa data, mesmo os novos amigos. Muita alegria, juventude, muita amizade, muitos e bons acepipes onde não faltou a música para um pezinho de dança. O difícil foi a partida, mas a promessa de novo encontro, fazendo já da continuidade uma tradição, foi o alento para a despedida. Um garnde Bem-hajam às organizadoras.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

ENCONTRO DE AMIZADE DE 2012

Caros amigos de Caculo Cabaça: O encontro deste ano já está marcado. Dia 14 de JULHO, em Cabanões, VISEU,  Portugal. As responsáveis Elisabete Costa (Betinha)  e Lurdes Costa (Milú) são as organizadoras e segundo as nossas fontes, andam numa grande azáfama para a receção condigna e " à moda do Norte" para este evento que todos aguardamos com elevada expectativa.
Assim aguardamos que todos aqueles que gsotam de conviver, encontrar e reencontrar amigos de Caculo Cabaça, façam desde já a sua inscrição, facilitando assim a tarefa às organizadoras. O encontrao será na casa de uma das organizadoras, na senda do evento do ano passado, organizado pela Fatinha Russo e família.

domingo, 1 de janeiro de 2012

NOVO ANO de 2012

A todos os amigos e seguidores do KK os votos de um Ano Novo cheio de êxitos e esperança.

sábado, 19 de novembro de 2011

BANGA- recuperação económica

Artigo publicado no "Jornal de Angola" a 11-11-2011 e enviado pelo nosso colaborador António Cardoso

Em tempos idos considerado um dos celeiros na produção de café, o município da Banga, localidade que dista 153 quilómetros a norte da cidade de Ndalatando, mudou a aposta para a produção de mandioca.
A par disto, tem vindo a recuperar a actividade socioeconómica com o surgimento de novas infra-estruturas. Para facilitar a livre circulação de pessoas e bens dispõe de dez vias de acesso, quatro secundárias e seis terciárias que ligam a sede municipal aos restantes municípios, comunas e bairros.
“Quando cá cheguei, em relação a meios de comunicação e de telecomunicações, não havia quase nada”, recorda o administrador municipal da Banga, na província do Kwanza-Norte, à medida que fala da extensão territorial de 1.259 quilómetros quadrados subdividido pelas comunas de Caculo-Cabaça, Aldeia Nova e Cariamba.
De lá para cá, a vida da população daquela região tem vindo a registar progressos significativos em comparação aos últimos três anos. Cristóvão João Kieza fala com entusiasmo da recente ligação ao mundo através dos serviços de telefonia móvel e assegura que a Banga passa por uma fase de desenvolvimento do ponto de vista das infra-estruturas.
“Temos hoje um município em que as autoridades procuram dar resposta aos principais anseios e necessidades da população e que está a conhecer o desenvolvimento das suas infra-estruturas”, destaca.
O contexto fez com que fossem erguidos de raiz cerca de 10 sistemas de captação e distribuição de água potável e respectivos chafarizes nos principais aglomerados populacionais, recuperado e ampliado o centro municipal de saúde e o edifício da administração, enquanto os trabalhos de compactação do terreno para a construção de 200 residências no âmbito do programa nacional de habitação já tiveram início.
Nos próximos dias, é inaugurado o novo comando municipal da Polícia Nacional e prosseguem as obras de reabilitação dos principais troços rodoviários. Desde o início do ano, o programa de reabilitação e terraplanagem recuperou 23 quilómetros de estradas dos principais troços rodoviários que dão acesso ao município. A esse número, juntam-se os 18 quilómetros restaurados em 2010. O programa, que é contínuo, visa manter as estradas em condições de circulação e isto pode ser aferido pela fluidez na circulação rodoviária. Apesar de não ser o desejável as condições melhoraram.

Cristóvão João Kieza assume que o principal desafio assenta sobretudo na recuperação socioeconómica e realça que o Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza veio revolucionar a vida no município.

Apoio aos camponeses

Tido como um município potencialmente agrícola, a maior parte da população da Banga produz para o seu auto consumo. A aposta incide na mandioca, mas a banana, o feijão, jinguba, milho, pevide, inhame, abóbora e macunde completam as principais culturas.
Através do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza os camponeses foram potenciados com equipamentos e terras preparadas.
Para a época agrícola que se avizinha uma série de acções está em curso. Cristóvão João Kieza realça que foram preparados e estão prontos para serem distribuídos aos camponeses perto de 400 hectares de terra.
 Mais de três mil e 500 famílias foram contempladas com duas toneladas de sementes e as colheitas obtidas na época agrícola passada prenunciam bons indicadores de produção para o próximo ano agrícola.  O transporte dos produtos dos camponeses para as zonas de comercialização tem o apoio da administração, o que possibilitou escoar mais de 50 toneladas de bens diversos.
A agricultura de subsistência ainda detém o domínio e está na forja a mudança para a agricultura mecanizada, com os olhos postos na obtenção de rendimentos. Para que o processo avance os camponeses recebem ensinamentos sobre técnicas modernas de trabalhar a terra.
Os primeiros passos para a exploração da madeira começam a ser dados e o potencial hídrico da região faz com que o mesmo aconteça com a criação de gado bovino.

Energia eléctrica e comunicação

Embora com limitações, muitos habitantes já beneficiam de energia eléctrica, graças a montagem de grupos de geradores na sede municipal e nas três comunas, que totalizam acima de 1.000 KVA. Os beneficiários tiram proveito dela de segunda a sexta-feira, no período das 17h30 às 5 horas do dia seguinte, e aos finais de semana em regime ininterrupto, mas com intervalo para o reabastecimento. O processo de ligação de energia eléctrica aos domicílios, que abrange 130 residências, não está concluído e Cristóvão João Kieza dá garantias em alargar o seu fornecimento ao maior número de interessados.
“Existem aspectos técnicos que escapam da nossa responsabilidade e tão logo as pessoas criem condições nas suas residências estaremos disponíveis para fazer a ligação”, disse. Ana Pedro, que regressou a Banga dois anos após o fim da guerra, depois de cumprir um exílio forçado, por vezes nem encontra palavras para descrever a situação em que encontrou a terra que a viu nascer e os progressos que a mesma tem vindo a conquistar.
“Quando cá cheguei, em 2004, faltava de tudo um pouco. Foram tempos difíceis e admito que pensei em desistir da ideia do regresso”, disse.
A energia eléctrica tem servido de motivação para a superação de muitos obstáculos.
Por exemplo, a escuridão no período nocturno foi superada pela iluminação pública. O canal A da Rádio Nacional de Angola é recebido em perfeitas condições e, em Fevereiro último a montagem de um repetidor tornou real o sinal da televisão. Em jeito de brincadeira, Ana Pedro diz que o “sono forçado” é obra do passado.
A conquista da paz tem proporcionado condições para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde na Banga, e o aumento gradual de técnicos e de infra-estruturas hospitalares é hoje uma realidade.

Doença do sono extinta

Um médico e 35 enfermeiros garantem os serviços básicos de saúde em cinco postos médicos e um centro municipal. Enfermidades comuns como a malária, tosse convulsa, diarreias agudas e doenças respiratórias conheceram um decréscimo nos últimos anos.
“Reduziu consideravelmente o número de óbitos, salvo um ou outro caso esporádico, sobretudo de paludismo, porque as principais patologias encontram resposta nas nossas unidades de saúde”, afirma convicto Cristóvão João Kieza.
A doença do sono, que constituía numa dor de cabeça para as autoridades, foi extinta. As conclusões dos últimos testes realizados apontam que a situação está completamente ultrapassada. O programa de saúde primário em boa hora veio acabar com o transporte de doentes em condições pouco dignas. O transporte agora é feito por duas ambulâncias, enquanto uma carrinha apoia as campanhas de vacinação.
Cristóvão João Kieza, que reconhece os pontos fracos e a importância do sector, defende a consolidação do que foi feito e aponta novas metas: “Faltam-nos mais oito postos de saúde e quatro médicos para cobrir a rede sanitária nas especialidades de pediatria, ginecologia e clínica geral”.

Núcleo de ensino médio

A rede escolar comporta 23 escolas, 12 das quais de carácter definitivo e as restantes são provisórias e que a princípio aguardam a cedência dos recursos financeiros para serem reabilitadas.
Para o presente ano lectivo estão matriculados mais de 3.500 alunos que têm vindo a ser acompanhados por um corpo de aproximadamente 150 professores. Neste grupo se inclui a professora Teresa Miguel, que não poupa elogios pelo interesse que é demonstrado por jovens e idosos na formação académica. Aponta a inscrição de 1.500 pessoas no programa de alfabetização como prova irrefutável.
Mas, o que anima de modo particular os jovens é a entrada em funcionamento, pela primeira vez, de um núcleo do ensino médio, enquanto a melhoria das condições de ensino e de acomodação faz com que professores provenientes de outros municípios se mantenham na Banga. Em busca do tempo perdido está Osvaldo Adolfo, 23 anos, que ficou privado de estudar durante seis anos. Estudante da 11ª classe, lembra que no início de 2008, as aulas decorriam em estruturas degradadas e sem tecto, condição que obrigava a interrupção das aulas no período chuvoso. As dificuldades agudizavam porque o mesmo espaço era partilhado por mais de 60 alunos. Perfeitamente integrado e satisfeito com a vida de estudante, Osvaldo Adolfo até sorri por ter menos de metade daquele número como colegas de sala.

Leandro - Um comerciante com amor à terra (BANGA)

Notícia do Jornal de Angola (11/11/2011) enviada pelo nosso colaborador António Cardoso
Quem chega pela primeira vez à sede municipal da Banga, rapidamente verifica que a actividade comercial é desenvolvida de forma incipiente e com muitos constrangimentos.
Das 75 lojas de comércio que lá existem, apenas 20 mantêm abertas as portas para atender um universo de 1.892 habitantes. São números considerados exíguos pelas autoridades municipais, que admitem que o comércio está longe de acompanhar a dinâmica de crescimento que o município atingiu. Em função do défice de crescimento que se regista neste sector a população vê-se obrigada a percorrer longas distâncias para adquirir determinados bens de consumo.
O apelo da população encontra eco nos comerciantes que se queixam de dificuldades para transportar os produtos. Mas, esta contrariedade não impede o senhor Leandro Diogo, um ilustre filho da terra, de manter aberto o seu negócio.
Proprietário do estabelecimento comercial Kangundo, gere o seu negócio desde o início dos anos noventa e, hoje, mantém-se de pé por amor à terra que o viu nascer.
Com o semblante triste, recorda os dias que se seguiram à ocupação militar da Banga, durante o conflito pós-eleitoral de 1992. Na longa caminhada para a fuga, à semelhança de muitos habitantes, perdeu tudo aquilo que havia conquistado com sacrifício e muito suor.
Leandro Diogo fala comamargura da dureza do regresso e os assustadores vestígios da guerra que encontrou. A persistência falou mais alto e graças à força de vontade conseguiu reerguer o empreendimento.
“A guerra atrasou o nosso percurso, fomos forçados a abandonar o município e fugir para Ndalatando e depois para Luanda. Foram tempos difíceis, mas hoje as coisas mudaram para melhor”, disse com satisfação.

Quando olha à volta e vê o que é hoje o seu estabelecimento, o comerciante sente que valeu o esforço consentido e o apoio das autoridades. O quotidiano de Leandro Diogo é marcado pelo entra e sai de clientes na loja, que gere com a ajuda de três trabalhadores.
“Aqui, a estrada ainda é um quebra-cabeças, sei que podemos fazer muito mais, só que as dificuldades económicas têm impedido”, disse.

Ministra Carolina Cerqueira inaugura escola em Samba Cajú

A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, inaugurou, na quarta-feira, no município de Samba Cajú, uma escola do ensino primário, no âmbito das comemorações do 4 de Fevereiro, dia do início da luta armada de libertação nacional.
A escola, orçada em mais de 32 milhões de kwanzas, com quatro salas, áreas administrativas e casa para o director, foi reabilitada e ampliada em seis meses.
Os alunos mostraram-se, naturalmente, satisfeitos por passarem a dispor de uma escola reabilitada e apetrechada com carteiras novas e prometeram que vão procurar conservar o imóvel.O governador provincial pediu aos alunos e professores que tratem bem da escola que, este ano tem 538 alunos, da iniciação à sexta classe. Na Banga, Henrique Júnior e Carolina Cerqueira colocaram a primeira pedra do edifício do comando municipal da Polícia Nacional.

Melhorias em SAMBA CAJÚ

Notícia do Jornal de Angola enviada pelo nosso colaborador em Luanda António Cardoso.

O administrador municipal de Samba Cajú realçou, na quarta-feira, num encontro com os jornalistas, os benefícios registados ao longo dos 36 anos de Independência Nacional, proclamada em 11 de Novembro de 1975.
João Leitão salientou, entre as conquistas obtidas depois da independência, a construção e reabilitação de infra-estruturas nos domínios da educação, saúde, água e energia eléctrica.
Antes da independência, recordou, o município de Samba Cajú tinha 20 escolas do ensino primário e agora tem 57, distribuídas por quase todas as aldeias, o que permite a inserção de um número, cada vez maior, de crianças no sistema normal de ensino.
Na saúde, realçou a construção de unidades sanitárias em todos os sectores e na única comuna de Samba Cajú, o que permite a cobertura sanitária de todo o município.
O administrador realçou também o programa “água para todos”, que aumentou a capacidade de distribuição à vila, que passou de 50 para 70 metros cúbicos, e permitiu a construção de chafarizes e de novos sistemas de abastecimento na maioria das aldeias.
João Leitão salientou, igualmente, o facto de a sede municipal e o sector do Pambo dos Sonhi terem, pela primeira vez, energia produzida na barragem hidroeléctrica de Capanda, o que contribui para desenvolvimento do município.

A Lagoa de Kassombe ( BANGA)

Publicado no "Jornal de Angola" de 11/11/2011, e enviado pelo nosso colaborador em Luanda, António Cardoso.
(Lagoa principal atração da Banga, que todos nós conhecíamos, mas cuja lenda associada não conhecia. Noto aqui uma contradição nas datas, talvez fruto de uma gralha
.)

Kassongue é uma lagoa que fica mesmo pertinho da vila da Banga. Fica apenas a uns quatro quilómetros de distância da vila. Muita gente a conhece como Lagoa da Banga.
Durante o reinado de Dom João Faustino Mzuzo Muta Mussaka em Caculo-Cahui, o espaço onde é hoje a lagoa da Banga estava coberto de baçoeras, plantas que servem para a construção de luandos, facilitada pela humidade. O espaço foi descoberto por Dom Faustino em 1457.
Dom João Faustino desempenhou o cargo de soba municipal. Após a sua morte, foi indicado Dom João Matulo para governador daquela região, com o objectivo de controlar o parque até 1915, altura em que é substituído por Dom Kumbi Kalembe.
A Lagoa de Kassongue foi criada no dia 30 de Junho no longínquo ano de 1972, pelo comerciante José Brito Afonso.
O comerciante Brito nunca imaginou que a sua obra estivesse hoje rodeada de mística e falares da boca popular. O surgimento da lagoa é hoje atribuído à exigência dos seus filhos, um casal de gémeos, que em sonhos lhe pediam para construir uma piscina.
Foi tanta a insistência dos seus rebentos, aliada a característica especial dos gémeos, que o comerciante decidiu dirigir-se ao soba de Caculo-Cahui, Dom André, que o autorizou a construir a pretendida piscina, na reserva do parque que na altura estava coberta de plantas aquáticas que servem para a construção de luandos. A empreitada foi terminada num prazo de 30 dias.
Outros atribuem o surgimento da lagoa à necessidade de abastecer de água o gado de José Brito Afonso, que pastava em abundância no lugar. Num certo dia se decidiu mandar vir uma escavadora e resolveu abrir uma represa de menor dimensão. A pouco e pouco e pelo facto de estar numa bacia hidrográfica de onde nasce o famoso rio Lumbinji, o lago foi aumentando de dimensão até ter nos nossos dias a extensão de dois quilómetros de comprimento e 500 metros de largura.

A bacia é ainda fonte dos rios Koma, Kassange e Ndualumbi, que desagua no rio Lumbiji, na mesma região. Nesta região da lagoa também abundavam animais selvagens, e por isso era frequente a caçada de veados, socos, pacas, pacaças, coelhos e outros animais.
Na altura o homem, quando viu alargar-se o seu empreendimento, arranjou cerca de 100 espécies de peixes, dos quais cacussos, tainhas, bagres, matona, cachuchu e outras, e colocou-os na água da represa.
O regedor, vendo a importância da lagoa, convidou todos os velhos de Caculo-Cahui, para realizarem um ritual tradicional, “para amenizar os espíritos da sereia e dar sorte ao branco alheio”. Para os sobas desta região, cabe ao governo tratar dos assuntos visíveis e as autoridades tradicionais das questões invisíveis.
Talvez tenha nascido daí a misticidade da lagoa do Kassongue, que acolhe os espíritos dos seus ancestrais, onde a vida do passado ainda se faz presente. Circula à boca pequena que, quando frequentada por pessoas estranhas, sem a prévia autorização dos seculos (velhos), tal pode causar problemas e inclusive levar à morte de pessoas.
Luís Adolfo Sango, da área social da administração municipal, disse que os visitantes não podem banhar na lagoa sem primeiro contactarem as autoridades tradicionais, para cumprirem com os rituais da região. “As pessoas que desobedeceram morreram neste local” - disse.
Até ao momento já foram registadas quatro mortes por afogamento, entre as quais a de um casal de portugueses, em 1974, e dois jovens, cujos restos mortais até hoje não foram encontrados.
Para pôr cobro à vandalização da lagoa a sua administração estabeleceu um período de pescaria, que vai de três em três meses. Referiu que todo o peixe capturado é vendido por ordem da administração municipal da Banga.
Entre a mística e o realismo, o que é certo é que a população da vila e dos bairros circunvizinhos tem na lagoa uma das suas fontes de fornecimento de pescado

quinta-feira, 7 de julho de 2011

V Encontro rescaldo

2 de Julho de 2011- Cascais- Portugal.
Mais um profusão de sentimentos, de encontros e reencontros e muitas emoções. Duarnte um dia maravilhoso proporcionado pela Fátima Ferreira (Fatinha) e família que permitiu, organizou e acolheu mais este convívio entre os antigos residentes, naturais e amigos de Caculo Cabaça.
Abraços, brindes, grelhados, sobremesas maravilhosas abraços, música com ritmos de África (sabiamente selecionadas pelo Rúben) e muita saudade antecipada nas despedidas que tiveram como mote,mais uma vez: "estamos juntos" "até pr'ó ano, talvez em Viseu!"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

V Convívio - CACULO CABAÇA

Realizou-se no dia 2 de Julho (Sábado), o 5º Convívio de amigos de Caculo Cabaça. Sábia e trabalhosamente organizado e efetivado pela Fátima Ferreira (Fatinha)e família, teve este ano um caráter mais intimista, tendo sido realisado e mesmo suportado pelos organizadores. O Convívio com participantes mais descontarídos, com ritmos tropicais, seleção do Rúben, grelhados variados (muito suor do amigo Silveiro), onde sobressaíam as sardinhas, bem regadas, claro, sobremesas artesanais, bebidas frescas, faltando apenas o marufo, acompanharam este covívio que fez lembrar outros tempos e outras latitudes, ajudando ao tema de conversa corrente, Caculo Cabaça o passado, ompresente e o futuro. Este ano mais amigos que vão assim engrossando a lista, vindos do Sul de Portugal (Alentejo), estiveram presentes pela primeira vez, o Sr. Paulo Martins (Paulo Loução), esposa e filhos, Paulo e Carla, estes naturais de Caculo.









quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mapa do V Convívio Caculo Cabaça


Para chegar ao V Convívio Caculo Cabaça

domingo, 19 de junho de 2011

André Lopes na conferência da ONU em Bona

Chegam-nos notícias da Alemanha, onde decorre a Conferência preparatória para a COP-17 ( Cimeira Mundial sobre o Clima) que se realizará ainda este ano em Durban na África do Sul, de que André Lopes, um nosso conterrâneo de Caculo Cabaça, nela participa em representação de Angola, nesta importante Conferência que prepara a substituição do Protocolo de Quioto.

Ao André os nossos votos de êxitos nesta importante tarefa e ainda os nossos votos de felicidades pessoais.


Mais um filho de Caculo Cabaça nas altas esferas da diplomacia, do que todos nos orgulhanmos e de certeza que torcemos pelos seu êxito!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

V Convívio - CACULO CABAÇA - CONVITE

Pelo 5º ano consecutivo, irá realizar-se mais um encontro de todos os amigos de Caculo Cabaça. Desde já estão convidados todos os naturais, ex-residentes, amigos dos amigos, ou todos aqueles que tenham alguma ligação geográfica, familiar ou simplesmente todos os que viveram no Kuanza Norte ou que Angola ainda viva nos seus sonhos.

O convívio, este ano a cargo da Fátima Ferreira (Fatinha Russo), terá lugar em Cascais, num espaço privado e aberto (quintal), na 1ª semana de Julho (dia 2) e terá como "desculpa" a boa gastronomia de churrasco e quem sabe muitas surpresas tropicais, para além da amizade e (re)conhecimento de todos.

Marquem nas vossas agendas, Ipad's, Ipod's, portáteis, etc (aos mais dados às tecnologias).

Podem desde já marcar para a Fátima Ferreira ou através do email deste blogue.

(kakulo.kaba@gmail.com)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Linha Luanda-Malange reabre

"Viagem de sonho a caminho.
O comboio inaugural Luanda/Ndalatando/Malanje, chegou a Malanje 18 anos depois de ter sido interrompida a circulação ferroviária, devido ao conflito armado que avassalou o país durante mais de 2 décadas.
A abertura oficial para transporte de passageiros está prevista para o próximo dia 13 de Janeiro."


Esta notícia retirada da imprensa angolana, é mais um contributo para a normalização da vida das populações do Kuanza Norte e de Angola em geral. A reconstrução do país faz-se com pequenos passos mas este é grande, na medida em que permite a mobilização das populações, de todos e duma forma regular e mais económica, esperamos que sim.
Já se pode viajar de Luanda a Ndalatando ou até ao Lucala e seguir a partir daí para Caculo Cabaça.